Como não ser um blogueiro (2)

Tenho o estranho hábito de relapsos de estupidez. Acho que devido a minha despreocupação com a maioria das coisas, tenho quase que um pacto com as coisas inusitadas. Minha desatenção cresce a medida em que consigo me colocar em situações improváveis. Do mais simples de confudir o nome de pessoas, prender-me a portas de vidro, derrubar prateleiras e encontrar todos os cantos perfurantes da minha casa, ao mais estúpido de confudir postagens com rascunhos, ou postar coisas incompletas. Coincidência? Ou realmente não consigo ser um blogueiro? Bem, não sei. Mas, por que não insistir em algo? Produtivo?

P.S.: Alguém pode me ensinar a postar rascunhos? Grato.

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A virada de século tornou-nos os grandes desocupados do capitalismo, tudo está a um clique e menos de um passo. O ser humano vem engordando à medida que não tem mais pelo que se indignar. Ausência de ideologia pode te parecer familiar não? Tenho a impressão de que tudo na qual era possível lutar já foi vencido – ou perdido – mas, que não há mais nenhum desejo a conseguir senão aquele salário maior do próximo mês. Minha luta voltou-se contra as pessoas e sua singular capacidade de serem ignorantes. 

Diante do ausência do fervor dinâmico das incongruências do século – ou sem nada pra gerar revolta-

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novembro 18, 2012 · 10:30 pm

Como não ser um blogueiro (1)

Bem, estabelecemos até então, com muito entusiasmo, a ausência de estabilidade quanto as postagens deste blog. De fato, minha gestação não tardou tanto, que me fosse gerida quietude. Mas, aproximadamente milhares de pessoas já puderam perceber que quaisquer eventos que transpassam nossa vida, nos elevam a novas reinterpretações sobre o que fazemos da espera da morte!

Um destes foi a apresentação por um amigo, de um blog com um convidativo trocadilho (bloguessinger) que meus pais fizeram questão em suprimir tal esmo de criatividade. Bem, alguém com responsabilidades e agendas com muito mais linhas do que as minhas, ainda consegue ser genial quando segundas viram terças, eu, tambem com menos linhas na vida e na inteligência, talvez possa pender ao menos na pontualidade. Então, essa ponta de admiração/inveja que senti ao ler suas publicações me categorizaram um aprendiz de blogueiro.

Ficamos combinados que, conhecendo as limitações da inquietude de escritor que me  definem, fico a escrevê-los pelo menos semanalmente! Quando? Quando a lua estiver com aquele cheiro de transpiração. Calma, coisa de poeta!

Obrigado a Humberto por tentar ser melhor escritor do que eu! Obrigado a Internet pela Arrogância!

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Pretérito Imperfeito

Acho que no meu berço, havia verso,

Seria meu leite, ou seria meu universo,

Quem sabe o até seria o inverso,

Meu quarto fosse um leito disperso

e escuro, que desse tanto medo,

que procuro, não poesia, mas o dedo.

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Desautoretrato

 

Não tomei conta de que ponto comecei a perceber

o quanto que a vida interfere na expressão da arte.

Talvez, tenha afinado meus relógios muito cedo

para organizar a vida, ao alheamento da realidade.

Tão frívolo, não sei se exponho o que dói no peito,

O que realmente fere. Não me acho tão caridoso,

Para preocupar-me com consternações alheias,

Nem tão pouco para apartar lágrimas sem rosto.

De súbito, deva ser esteticamente algum outro,

Que morde as veias da sensibilidade das palavras,

Que sobrevive ao desespero, que rasga bandeiras,

Que dá o relevo às angustias, e refresco às mágoas.

Pode ser que dentro destas borradas folhas,

Esteja algum eu que seja um homem comum,

Esculpido em farrapos, tímido e amedrontado,

Ou talvez tenha nascido para ser obra de arte.

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Quando escrevo …

Quando escrevo tento pôr a língua em diversão. Escrevo como quem não conhece as palavras. Somos grandes desconhecidos. De inteira incompreensão. Sem pressa, as palavras então, despem-se para mim. Lançam-se tão futeis as minhas mãos que, por fim, não se distingui quem somos.

Tenho algumas palavras grandes, outras pequenas, algumas curtas, outras que de tão miúdas consegue-se ver minha essência. Porém, às vezes me pinto mais que um cisco, mais que um incômodo aos olhos. Apego-me infeliz as incongruências, aos sobejos e as impetuosidades. Mas não caminho diante às dissoluções, prefiro a sensibilidade. Amo o cheiro de poeira livro velho. Tenho nos gestos tão natural o gosto desenxabido pela palavra. Amo-as completamente, por pleno prazer de amar sem motivo. Tiro destas o meu sustento espiritual.

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maio 25, 2012 · 7:53 pm

Da Indústria

(…) Campo Maior é história, passado e sangue. Tem sabor de guerra e suor, pulsa determinação e coragem. Há muito lutou-se pela evolução, pelo avanço civilizatório. Mas, muitos homens tem a ignorância adequada para não sentir falta de progresso em 250 anos de fundação. A cidade anda entravada na produção industrial, inata a evolução da tecnologia. É evidente a necessidade de mais indústrias que venham proporcionar um crescimento econômico e social. Campo Maior clama por desenvolvimento. As peças-chave para a compreensão deste fenômeno retrógado talvez respaldem na velha pugna politica pelo poder. Não existem prédios com apenas um tijolo.

Por enquanto não há grandes industrias em Campo Maior, resta-nos poucos avanços empresariais no ramo da construção civil, agricultura, bem como a industria da moda há instalado algumas fábricas de porte médio na cidade.

Nada mais conveniente, e tão pouco observado a localização campomaiorense, está estrategicamente próxima ao progresso industrial teresinense, e ao escoamento marítimo, ainda que precário, que viria a facilitar o desenvolvimento econômico da cidade. Nos falta ferro, nos falta atenção. (…)

Trecho do Livro Encanto Maior de Pérsio Malaquias (Em Construção)

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