Em Tempos de Alvedrio

“A liberdade não é um luxo dos tempos de bonança; é o maior elemento da estabilidade”  – Ruy Barbosa

Não há correntes, nem antros,

Nem ataduras de sangue entre barrancos,

Não escorrem lágrimas nos itararés,

Talvez alguns sumiços sem explicação,

Mas, nada que engasgue as marés.

 

Sou pássaro do mato, de costume cantor,

Que desfolha os estardalhaços desafinados.

Não me dão sustento, manduco então o tempo,

Sem sonhos, nem força para as bandeiras.

 

Sou melhor como um pássaro de gaiola,

De pezinhos abusados, e pipilo saudável.

Se me prendem eu voo mais alto.

 

Quero mesmo a fúria da ferida, ter nos suplícios

a indignação necessária para dar voz às palavras.

Talvez seja inocente a saudade, que não tenho,

do gosto de sangue na boca manchar

a terra enxuta onde se lavam as letras.

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Primeira Dose de Café

Bom, primeiro post, e como viciado escritor, um pouco de um reflexivo café. Por enquanto, nosso primeiro encontro deve então ter um pouco do meu sabor. Fico um pouco alheio a escrever em conversa, mas meu senso de quadradismo em relação à novidade é meio falho, então qualquer forma de boa expressão é válida. Deste então, passo a escorrer um pouco de boas palavras a leitores que busquem qualquer coisa, minhas palavras servem de alimento ao meu proprio vício, o das palavras.

Mais um pouco de verdade: Caro Leitor, o café neste post é representativo, há uma tentativa de associação às famosas mesas à beira da noite dos poetas romanticos do século 19, uma parte de mim quer explicitar uma pausa reflexiva, mas nada disso. Introduza-se, portanto, de imagens que lhe referenciem calma e paciência, afinal, café é tão bom para os livros e a circulação.

 

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