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A virada de século tornou-nos os grandes desocupados do capitalismo, tudo está a um clique e menos de um passo. O ser humano vem engordando à medida que não tem mais pelo que se indignar. Ausência de ideologia pode te parecer familiar não? Tenho a impressão de que tudo na qual era possível lutar já foi vencido – ou perdido – mas, que não há mais nenhum desejo a conseguir senão aquele salário maior do próximo mês. Minha luta voltou-se contra as pessoas e sua singular capacidade de serem ignorantes. 

Diante do ausência do fervor dinâmico das incongruências do século – ou sem nada pra gerar revolta-

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novembro 18, 2012 · 10:30 pm

Quando escrevo …

Quando escrevo tento pôr a língua em diversão. Escrevo como quem não conhece as palavras. Somos grandes desconhecidos. De inteira incompreensão. Sem pressa, as palavras então, despem-se para mim. Lançam-se tão futeis as minhas mãos que, por fim, não se distingui quem somos.

Tenho algumas palavras grandes, outras pequenas, algumas curtas, outras que de tão miúdas consegue-se ver minha essência. Porém, às vezes me pinto mais que um cisco, mais que um incômodo aos olhos. Apego-me infeliz as incongruências, aos sobejos e as impetuosidades. Mas não caminho diante às dissoluções, prefiro a sensibilidade. Amo o cheiro de poeira livro velho. Tenho nos gestos tão natural o gosto desenxabido pela palavra. Amo-as completamente, por pleno prazer de amar sem motivo. Tiro destas o meu sustento espiritual.

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maio 25, 2012 · 7:53 pm